domingo, 3 de junho de 2012

P O R C A S …

Mais uma crónica, não é dos bons malandros, mas anda lá por perto.

Hoje tivemos mais um magnífico dia para pedalar (são todos), à hora combinada, 07:50, o amigo Carlos estava em minha casa, tempo para dar uns últimos retoques na bike e daí para o Intermarché (tenho de falar com o David, dono do Intermarché cá da terra, sobre esta publicidade gratuita, adiante) foi um saltito. À hora marcada lá estávamos nós, mais ninguém, a coisa prometia…

Passados uns breves instantes chega o Catarino e numa questão de segundos debita uma quantidade monstruosa de informação que para processar me ia queimando o disco rígido, e não aparecia mais ninguém.

É então que chegam os restantes participantes, a sair de Arganil, sim porque à rotunda dos Aquinos (mais publicidade) foram ter o Ramiro (carpintaria Forma Perfeita) e o Abel (Casa do Apicultor) pumbas mais publicidade, agora tenho também de falar da loja de artigos informáticos do Marcos (Fix) e da empresa de carroçarias do José Cunha (Cunfil). OK já chega de publicidade gratuita, para a próxima têm de pagar, com isto tudo perdi-me…



Ora então, saímos de Arganil com o objetivo de ir percorrer os trilhos da maratona de Tábua. Assim foi, em Espariz juntaram-se os ilustres já referidos e um pouco mais à frente entrámos no trilho da dita maratona. Antes disso tivemos de dar um jeito na bike do Ramiro, isto porque na troca do “drop out” montou o desviador ao contrário (quase).


As 3 horas que se seguiram têm pouco que se lhes diga, acho que 3 horas de puro BTT por trilhos que em certos sítios são tão bons que até metem nojo, serve para descrever o que se passou. Fantástico, o pessoal da Associação MK Máquinas de Tábua está de parabéns.







3 Horas, disse bem, como saímos de Arganil já passava das 8, entrámos nos trilhos por volta das 9, mais 3 dá 12 (eu a fazer contas sou um assombro, e a andar de bicicleta, ui…). 12 horas, meio dia, à hora a que eu devia chegar a casa, estava a chegar a Tábua. Bonito, já estava a ver o rolo da massa…

Nisto era então hora de rumar a casa, bota por alcatrão, já quase sem som nem imagem e é então que 4 indivíduos se deixam ficar para trás, olha estes estão a bater-se à carrinha do Ramiro, OK tudo bem, lá segui com o Carlos, Nuno, Zé Cunha e Catarino, estes 2 mais à frente. Os homens da carrinha passaram por nós a chegar ao cruzamento da Estrada da Beira, todos contentes, rabinho tremido, sentados ao colo uns dos outros, PORCAS…

Pedalámos então, e num ritmo alucinante, ou não, colocamo-nos em Arganil. Passámos pelo Zé Cunha e pelo Catarino que estavam a buber uma fresquinha no Mendes. Não há tempo para parar, tenho de ir para casa, passámos pelas Secarias, vira para a Alagoa e aqui já só ia eu e o Carlos, quando para minha grande admiração e perplexidade e espanto e assombro, a carrinha do Ramiro estava parada à porta da casa do Abel. Mais uma vez, PORCAS, quer dizer… e nem convidam… um gaijo quase a morrer de sede e cansaço e suas excelências, a… deixa. PORCAS

Vou-me embora, estou chateado.


Venha agora o passeio noturno do Clube Arganil BTT Serra do Açor, é já no dia 8, à noite (esta não é da minha autoria)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O REGRESSO (PARTE II)

Ora cá estamos de novo, como já não andava de bicicleta e não atualizava o blog há algum tempo, hoje decidi mandar a bicicleta para as urtigas, o problema foi ter ido junto com ela… 

Mas vamos começar pelo início. Já há algum tempo que andava para fazer o single track da Benfeita, como nunca o tinha feito decidi ser hoje o dia mais indicado, não era…


Saí bem cedinho, numa de contemplação, eu e a serra, a ver se tinha alguma espécie de epifania que ajudasse este país a sair da crise. E não é que passados alguns quilómetros me deu uma daquelas vontades de defecar que me ia borrando todo. Está visto estamos mesmo na merda não há nada a fazer…




Adiante, fiz a parte inicial da V Maratona de Arganil, que se realizou no dia 06 de Março de 2012, até à Selada D’Eiras, daí rumei à casa do PPD para depois descer até ao Sardal e mais abaixo aos Pardieiros e mais abaixo, ainda (estava bastante alto, como devem imaginar), por um carreiro maravilhoso inserido nas Rotas do Xisto, até o single track que o nosso pessoal do Clube Arganil BTT Serra do Açor tinha aberto para a dita maratona.

 Ora o pessoal, de facto, abriu o caminho, o problema é que depois da maratona não passou lá mais ninguém, e choveu (bastante), e passa lá um riacho, e aquilo estava tudo alagado, e é aqui que aparece o dito urtigal, parecia uma seara verdejante, espetáculo.

Se bem se lembram fartei-me de descer, já não era muito cedo e não me apetecia voltar para trás, pensei (1º grande erro) isto com jeito dá para passar, avancei (2º grande erro, este foi mesmo muito grande)…

Já passaram algumas horas desde o acontecimento e ainda tenho as pernas a latejar, que grande estúpido, se isto fizer bem a alguma coisa, de certeza que nunca irei padecer dessa coisa… fosca-se…

Como as coisas já estavam a correr tão bem, desorientado e em sofrimento desentendi-me com o GPS e perdi-me, sem comentários, quando pensava que as coisas não podiam piorar dou comigo com a bicicleta às costas por socalcos que já não são cultivados há séculos. Algo positivo, deu para coçar as pernas.

Depois de alguns metros e muitos impropérios lá consegui pôr a burra em cima do track e num instantinho estava na Benfeita, daí para casa foi um tirinho. Agora é tempo de lamber as feridas e fazer um apontamento mental, quando vires um campo cheio de urtigas volta para trás.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

O REGRESSO

Não é da Múmia, mas está lá quase…  
Durante o tempo que passou não definhei como as múmias, enfinhei (que o contrario de definhar, se não é passa a ser). 
É verdade voltei ao “metier”, que é como quem diz, voltei a andar de bicicleta. Volvidos que estão quase 3 meses, uma mudança de emprego, o nascimento de mais uma filha, quase 100 quilogramas de peso corporal, isto sem contar com a virilidade, é claro, senão iria p’raí pós 200 e picos, adiante…

Que belo dia esteve para voltar a montar na “burra”, temperatura amena, sol maravilhoso (só a parte do sol é verdadeira), em suma o ideal…



Apareceram à chamada Eu, o Zé Cunha, o Simões (Abel), o Ramiro e o Plesidente (Zé Costa), para onde vamos? (já tinha saudades da pergunta… sôdade, sôdade…)


Era suposto irmos à Benfeita, com passagem por um copo de serradura nas Luadas, eu no entanto, dado a minha apurada forma física e a imposição de estar em casa às 11h00, não deveria ir muito longe. 
Bota para o caminho em direcção à Mancelavisa, depois Alqueve e já à beira do esgotamento estava por cima da Esculca… OK tá na hora (eram 10 da manhã) tenho de ir para casa… sem comentários. Ainda assim consegui arranjar companhia, o Zé Costa também tinha de regressar.



Tivemos tempo, ainda, para ir ver o bonito serviço que os madeireiros (sou obrigado a generalizar porque não sei quem foi) fizeram ao carreiro que limpámos há 2 anos atrás entre a Esculca e o Alqueve, uma vergonha… não pedimos para limpar nada que esteja sujo, pedimos só que tenham a dignidade de deixar as coisas como as encontram, poderia tecer mais comentários, juntar uns palavrões, mas é melhor não. Esta pequena incursão valeu, para além do repugno, umas valentes riscadelas nos cromados.




Saídos do carreiro foi um tirinho até Arganil e às 11h00 (a hora marcada) estava em casa.
Vamos lá ver se para a semana há mais… até lá.

Nota: este texto está escrito segundo as regras do antigo acordo ortográfico.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O FIM DE UM FERIADO

QUINTA-FEIRA 01-12-2011
Pois é, não sei se foi o último feriado que comemorámos no dia 01 de Dezembro, tenho no entanto certeza que o single track que fomos percorrer é possivelmente dos melhores que percorri até hoje.
Quando saímos do local de encontro já levávamos a rota traçada, ou seja, subir à Selada D’eiras (cada vez gosto menos da p… da subida), descer ao Caratão, Teixeira e, de repente, estávamos nas Relvas (dito assim até parece fácil), localidade que marca o inicio do carreiro.








Breves instantes para dar com o início da coisa e lá estávamos nós, que maravilha, que beleza, que grande mer… o filho da p… do xisto húmido (hoje estou muito asneirento). Mas é verdade, aquilo tudo sequinho, arrisco-me a dizer que é quase todo ciclável, vá lá 90 %.









É muito bom, então a parte final, que descida brutal… e ainda por cima acaba junto a uma tangerineira, do melhor.
O problema, como sempre, é sair dali. Mais uma vez soltou-se a parede. Tem sido assim todos os fins-de-semana, neste, em 45 kms, conseguimos fazer 1400 metros de desnível acumulado. Estou a ficar velho para isto, tenho de ir andar de bicicleta para a ciclo via da Tocha…

Adiante, como para chegar a casa temos mesmo de subir, não adianta nada estar a queixar-me, é pedalar e calar, até porque a seguir a uma subida, normalmente, vem uma descida e que descida. É verdade que a subir existem algumas diferenças de andamento, agora a descer… upa, upa, parece o fim do mundo, mas chegamos todos ao mesmo tempo e até ver inteiros... até ver.
Ainda tivemos para conhecer mais um carreiro novo à beira da ribeira de Folques, muito fixe.
Este fim-de-semana o meu Samu tem estágio de karaté, por isso não há BTT. Visto isto e com a eminente chegada da minha Simone, se calhar bicicleta só para o próximo ano.
A ver vamos (como diz o cego)...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A BUCHA

Domingo 27.11.2011



No ano passado alguém se lembrou “e se levássemos umas chouriças para o mato para assar”, assim se fez…
Na semana passada voltou a lembrança.
Este domingo executou-se, e que bem executado foi, só foi pena o pão… J compensou-se com jeropiga…
Como já tinha adiantado na semana passado a título de introdução para a volta deste domingo, tivemos bucha… O Abel (abelhas) tinha ido a Mirandela e tinha trazido umas alheiras, como tal tínhamos de as castigar, para ajudar parte do nosso grupo estava para a Guarda a participar na Invernal (menos bocas para alimentar), as fotografias estão no blog do BTT Serra do Açor (o link está aí ao lado).
Mas antes de castigar as alheiras temos de castigar o corpo, pelo menos foi o que o Miguel (do Casal) achou e com 7 quilómetros de volta, sim SETE, 4,35 milhas, já tínhamos 500 metros de desnível acumulado no lombo e eu já estava quase a vomitar o pequeno almoço… adiante.





Fizemos uma volta muito agradável, curta, mas agradável, deu para comer laranjas (arraçadas de limão) e tudo. A extensão ficou a dever-se à parte final, ou seja, tínhamos de fazer a fogueira, esperar que as alheiras, a chouriça e as castanhas assassem, tínhamos de comer… resumindo às 11 horas estávamos no parque de merendas da Celavisa.







A fogueira mostrou-se um pouco relutante para acender mas o incendiário (Pilhas) tratou do assunto.
Fogueira acesa, carne ao lume, mais minuto menos minuto e a bucha estava pronta, comê-la foi uma fracção de segundo…
Não tenho fotos porque ou comia ou tirava fotografias… podem ver no Blog do Virgílio (o link também está aí de lado).







Merenda comida companhia desfeita. Com a jeropiga e o vinho branco a carburar no bucho do parque de merendas até Arganil foi outra fracção de segundo, tempo ainda para ir testar as suspensões à Mata da Santa Casa e acabou. 
Quinta-feita há mais...